Review - Trails in the Sky 2nd Chapter
Um retorno triunfal a Liberl e tudo o que uma sequência (e um remake) deveria ser.

Trails in the Sky 2nd Chapter é o remake do segundo jogo da franquia Trails e começa logo após os eventos do primeiro título, sendo assim indispensável jogá-lo antes de embarcar nessa incrível aventura.
História e Ambientação:
É fantástico tudo o que envolve a história e o desenvolvimento dos personagens nessa segunda parte. Após o incrível clímax do primeiro jogo, começamos diretamente a partir dos seus eventos, o que torna essencial jogar o primeiro game para ter a compreensão total da trama.
Depois do excelente trabalho de introdução feito pela Falcom no primeiro título, chega a hora de as engrenagens da série começarem a girar — e como giram! O desenvolvimento tanto dos personagens principais quanto dos secundários é uma verdadeira aula. Um destaque vai também para os antagonistas, que demonstram muito carisma e te fazem ficar empolgado com o que está por vir. Basicamente, tudo nessa sequência é um exemplo de como se fazer a continuação de um jogo.
Uma adição muito bem-vinda foi a interação dinâmica entre os personagens dentro dos cenários, dando mais personalidade e melhorando ainda mais a relação da party e a dinâmica entre eles.
A trama se passa novamente no reino de Liberl, mas agora temos dungeons melhores do que no primeiro jogo, tornando a experiência de exploração muito mais atraente. Porém, em determinado ponto da história, seremos obrigados a revisitar várias cidades pelas quais já passamos — tanto no primeiro jogo quanto no próprio segundo —, o que pode incomodar alguns jogadores.
Combate e dificuldade:
O combate novamente se apresenta no formato híbrido, seguindo os moldes do primeiro remake. Agora temos o destaque de poder evoluir os Quartz para deixá-los mais efetivos, além de um slot extra que permite mais combinações de elementos. Ao evoluir os Quartz, você também recebe melhorias no EP de cada personagem.
Agora você terá mais poder de decisão na escolha de quem levar com você durante sua aventura, aumentando a personalização da party. No primeiro jogo, muitos personagens ficavam disponíveis apenas durante determinada parte da campanha (com exceção do final); já nesta segunda parte, você terá mais liberdade nesse sentido, o que melhora bastante a dinâmica de gameplay.
A movimentação tática continua essencial, sendo muitas vezes o diferencial para se sobressair em lutas mais exigentes. As batalhas contra chefes são bem mais desafiadoras do que no primeiro jogo, tornando a jornada muito mais tática e pensada, elevando a experiência com desafios gratificantes de serem superados.
A dificuldade do jogo segue altamente personalizável, oferecendo opções para cada jogador escolher como prefere jogar. No combate em tempo real, há ajustes para torná-lo mais acessível a quem tiver dificuldades. Já nas batalhas táticas em dificuldades mais baixas, caso você perca uma luta, existe a opção de tentar novamente enfraquecendo o inimigo.
Por outro lado, as dificuldades mais altas farão você pensar bastante e exigirão estratégias bem elaboradas para superar desafios implacáveis — sendo o ideal para quem busca uma grande provação. Outro ponto positivo é que todas essas opções estão disponíveis desde o início, sem ficarem travadas como em outros jogos por exemplo nos mais recentes remakes de Final Fantasy 7.
Trilha Sonora:
Um espetáculo! O jogo conta com incríveis faixas que ficarão na sua cabeça mesmo após zerar. As cenas de maior impacto do título se destacam ainda mais quando acompanhadas pela excelente trilha sonora. Vou deixar aqui um exemplo com a excelente música-tema de abertura do jogo:

Impacto:
Trails in the Sky 2nd Chapter, como dito anteriormente, é um remake — e, ao jogá-lo, senti o mesmo que senti no remake de Resident Evil 1. É uma aula de respeito ao jogo original, ao mesmo tempo em que expande e renova o título para a modernidade, elevando a experiência a níveis altíssimos nas cenas de grande impacto. Trails in the Sky 2nd Chapter é uma referência de como se fazer um remake de altíssima qualidade.
Conclusão:
É uma experiência imperdível para amantes de JRPGs, boas histórias e combate por turnos. Uma obra-prima que conquistará o coração de muitos com seu excelente elenco de personagens, enredo cativante e combate refinado.
O que mandou bem
- História empolgante
- Personagens marcantes
- Combate empolgante
- Trilha sonora memorável
Pontos neutros
- Revisitar cidades várias vezes pode incomodar alguns jogadores
Uma obra-prima refeita com muito carinho e dedicação, indispensável para fãs de RPG


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