Review - Trails in the sky 1st Chapter
O início de uma franquia que o levará a uma jornada além do horizonte.

Trails in the Sky 1st Chapter é o remake do primeiro jogo da série Trails, que foi lançado originalmente em 2004 e atualmente conta com 13 jogos interligados ambientados no continente de Zemuria.
Combate e dificuldade:
Nesse remake, o combate foi retrabalhado para ficar mais próximo do sistema dos jogos recentes da franquia. O combate é híbrido: você pode lutar contra os inimigos em tempo real para ganhar vantagens ao entrar no modo por turnos ou até mesmo derrotar totalmente inimigos mais comuns sem a necessidade do modo por turnos. Já os chefes farão você entrar diretamente no combate por turnos. Essa adição do combate híbrido caiu como uma luva para modernizar o sistema e deixá-lo mais divertido do que o original.
O sistema de magia conta com uma barra de EP, e as habilidades especiais (chamadas de Crafts) contam com uma barra de CP (EP e CP são termos do universo do game explicados conforme você joga). Como usam duas barras diferentes, criam uma dinâmica muito única para a série. Além disso, o jogo conta com um posicionamento tático muito importante nas batalhas: você pode mover seus personagens para posicioná-los em locais onde possam acertar magias ou ataques especiais mais facilmente, pois as magias e Crafts têm um raio de ação que exige esse posicionamento. A mudança de posição também funciona como defesa para evitar ataques inimigos, permitindo afastar seus personagens do raio de alcance deles.
A dificuldade do título é adaptável para cada jogador, oferecendo vários níveis liberados desde o início para que cada um escolha o seu ideal. Em dificuldades menores, o jogo ainda dá a chance de enfraquecer um inimigo caso você morra para ele, ajudando jogadores que não querem passar muito tempo montando estratégias ou melhorando equipamentos.

História e ambientação:
Vamos falar agora de um dos maiores pontos fortes da franquia: sua narrativa incrivelmente bem-feita e um dos mundos mais ricos já criados nos games. Nesse primeiro jogo, você acompanhará Estelle e Joshua, que têm como objetivo se tornar Bracers no país de Liberl, localizado no Continente de Zemuria. Durante a aventura, você visitará todo o país enquanto conhece várias pessoas e lugares, aprofundando-se nos conceitos básicos da franquia — como o que é um Bracer, como os Quartz funcionam e outros detalhes técnicos do universo que serão aprofundados conforme a jogatina avança e serão muito importantes em jogos futuros.
Estelle e Joshua são os destaques nesta primeira parte. Você se aprofundará no relacionamento, na personalidade e nas peculiaridades de cada um. O ritmo mais lento e contido deste capítulo é perfeito para construir a identidade do mundo e fazer o jogador se importar aos poucos com cada personagem apresentado. Conforme a aventura avança, tudo isso é recompensado no clímax, que é de deixar o queixo caído.
O jogo se passa inteiramente no país de Liberl o que resulta na pouca variedade de cenários já que o país não é muito grande nem muito avançado.
Trilha sonora:
Esse primeiro jogo conta com uma trilha sonora bastante competente, porém sem faixas memoráveis, com exceção da música de encerramento. Algo que poderia ser alterado neste remake seria a inclusão de mais faixas marcantes para elevar o nível da experiência.
O que mandou bem
- Personagens carismáticos
- Sistema de combate incrivelmente divertido
- História envolvente
- Universo rico em detalhes
- qualidade de vida para novos jogadores
O que pode melhorar
- Trilha sonora podia ser melhorada
- Pouca variedade de cenários durante a aventura
Um remake indispensável para fãs de RPG e que renova o primeiro jogo de uma saga gigante para novos jogadores.


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