Review - Denshattack!
Descubra como Denshattack combina manobras insanas, desafios cada vez mais complexos e uma trilha sonora marcante

Denshattack é um daqueles jogos que chamam a atenção pela sua proposta completamente maluca, misturando velocidade, acrobacias e uma estética bastante estilosa. O jogo apresenta uma experiência que foge do comum e que vai evoluindo ao longo da aventura, trazendo novas possibilidades ao jogador. Mas será que essa ideia é suficiente para sustentar toda a experiência?
Gameplay e varidade de desafios
A jogabilidade é o grande destaque desse título, pois, ao mesmo tempo que apresenta mecânicas diferenciadas de manobras e velocidade, o jogo as evolui ao longo da aventura, adicionando cada vez mais camadas de desafio que o jogador precisa aprender a dominar para concluir as fases.
O jogo começa de forma simples, com poucas mecânicas e uma quantidade limitada de trens, cada um com suas próprias vantagens e características. Com o tempo, o jogador precisa lidar com várias mecânicas simultaneamente e também aprender a adaptar o tipo de trem ao seu estilo de jogo ou ao objetivo de cada fase. Os perks oferecem vantagens pontuais, mas algumas características dos trens também podem alterar a maneira de jogar. Um trem mais pesado, por exemplo, tem mais limitações para realizar manobras no ar, exigindo que o jogador se adapte às suas particularidades.





As lutas contra chefes também apresentam mecânicas únicas em diversos momentos, exigindo que o jogador se adapte a cada desafio. Em uma delas, por exemplo, a arena se transforma em algo semelhante a Guitar Hero, mudando completamente a dinâmica do confronto e exigindo que o jogador acompanhe o ritmo consistentemente. Boa parte dessas batalhas é bastante desafiadora e pode ser complicada de finalizar sem descarrilhar nenhuma vez. Apesar disso, o jogo não pune o jogador por errar várias vezes, permitindo que ele aprenda com os próprios erros e tente novamente.
No geral, a progressão de Denshattack é relativamente simples e não pune o jogador por cometer erros, embora seja necessário compreender pelo menos o básico das mecânicas apresentadas. Porém, para quem deseja completar todos os desafios propostos pelo jogo, a situação muda bastante: será necessário realmente se aperfeiçoar e dominar cada mecânica disponível. É nesse ponto que está a maior dificuldade do jogo.
Uma estética que combina com a velocidade
O design de Denshattack é bem simples e não busca gráficos realistas, mas consegue utilizar muito bem as cores e animações para transmitir a sensação de adrenalina, velocidade e beleza que fazem parte da experiência. Embora sua identidade visual possa lembrar a de outros jogos, a combinação desses elementos dá um aspecto único à loucura que ele se propõe a apresentar.
As manobras, os objetos sendo destruídos e os demais elementos são facilmente identificáveis por meio das cores e dos sons. Além disso, as animações variam de acordo com a complexidade das manobras, enquanto a apresentação da pontuação se torna cada vez mais tensa conforme os pontos aumentam. Para quem busca completar os desafios mais complicados, esses detalhes tornam a experiência não apenas mais interessante visualmente, mas também mais envolvente durante a jogabilidade.





Trilha sonora e cosméticos
A trilha sonora é outro grande destaque de Denshattack, apresentando uma variedade de estilos que vão do pop e do hip-hop à música eletrônica, ao funk e ao punk. Essa mistura faz com que as músicas tenham identidades diferentes e, muitas vezes, remetam aos anos 2000, sem perder a energia que combina tão bem com a velocidade e a loucura do jogo.
Porém, o mais interessante é como cada música é escolhida para a fase certa, ajudando a representar a cultura de cada bairro e das pessoas que vivem nele. As músicas das batalhas contra chefes são o ápice desse trabalho, reforçando a identidade dos confrontos e tornando esses momentos ainda mais marcantes.

Já na parte dos cosméticos, pode ser estranho destacar isso nos dias de hoje, mas todos os itens podem ser desbloqueados simplesmente jogando. Não existe nenhuma forma de pagar por itens exclusivos ou para progredir mais rápido, o que torna a personalização uma recompensa pela dedicação do jogador.



O jogo, inclusive, resgata várias características que se tornaram menos comuns em muitos títulos atuais, como:
- Realizar desafios para desbloquear itens
- Utilizar "códigos secretos" para desbloquear skins
- Conseguir skins exclusivas por completar alguns desafios, sem prazo de validade
- Desbloquear diálogos entre personagens por cumprir vários desafios de cada bairro
- Conseguir comprar as skins e trens utilizando apenas os recursos obtidos durante o jogo
Pequenos problemas em meio à diversão
O jogo apresenta alguns pequenos bugs que consegui notar durante minha experiência, mas nada que chegue a estragar a diversão. Eles são mais perceptíveis nas fases complicadas, que exigem precisão e reflexos rápidos. Como tudo acontece em alta velocidade, as vezes o jogo interpreta que uma manobra foi realizada fora dos trilhos durante um salto de um trilho para outro, por exemplo. Vale reforçar que isso não acontece com frequência e só ocorreu comigo nas fases mais difíceis.
Outro ponto em que o jogo poderia ter caprichado um pouco mais é nos perks dos trens. Vários deles são realmente úteis para conseguir pontuações maiores, realizar manobras no ar ou derrapar. Porém, alguns oferecem vantagens tão pouco relevantes que acabam não fazendo diferença na escolha do trem, deixando a estética como principal critério de decisão. Isso não chega a ser um problema grave, considerando a quantidade de trens disponíveis, mas uma maior diversidade de efeitos e vantagens tornaria essa escolha mais interessante.
O que mandou bem
- Variedade de jogabilidade
- Trilha sonora
- Gráficos e animações
- Cosméticos
- Batalha contra chefes
- Missões desafiadoras
O que pode melhorar
- Trens sem muita utilidade
- Pequenos bugs
Denshattack é uma experiência frenética e com personalidade, que combina desafios criativos, uma trilha sonora marcante e muita diversão


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