Relembrando os piores jogos de Mario, Zelda e outras séries da Nintendo
De Ultra Smash a Federation Force, relembre cinco jogos que ficaram abaixo das expectativas e deram motivos para cobrar mais da Nintendo.

Uma franquia famosa também pode render um jogo difícil de defender. Mario Tennis: Ultra Smash chegou com pouco conteúdo, Pokémon Dash transformou a corrida numa repetição de movimentos com a caneta e Star Fox Zero complicou uma das coisas que sua série fazia melhor: pilotar uma nave e acertar os inimigos.
Escolhemos um jogo por franquia, incluindo derivados, para relembrar alguns dos piores momentos dessas séries nos consoles da Nintendo. É uma seleção editorial, sem ordem de colocação, baseada nos problemas de design e conteúdo apontados nas análises da época. As notas ajudam a mostrar a recepção, mas também houve divergências que merecem entrar na conversa.
1. Mario Tennis: Ultra Smash

No Wii U, em 2015, a Camelot entregou um tênis com controles precisos e partidas que podiam funcionar bem entre amigos. A cobrança começava quando se olhava para o resto do jogo. Faltavam modos e variedade para sustentar um lançamento de uma série que já tinha feito mais.
A análise da Nintendo Life elogiou a movimentação e as trocas de bola, mas apontou a ausência de torneios em formato de copas e a pobreza das opções solo. O Knockout Challenge, com sua sequência de desempates, tinha pouco a oferecer para quem queria passar mais tempo jogando sozinho. O veredito foi 5/10.
Os Mega Mushrooms faziam os personagens crescerem durante as partidas, uma novidade fácil de mostrar num trailer. O problema é que aumentar o Mario não aumentou o conteúdo. Ultra Smash ficou com 58/100 no Metacritic e entra aqui pelo desperdício de uma base que poderia ter rendido um jogo muito mais completo.
2. The Legend of Zelda: Tri Force Heroes

O Zelda de 3DS lançado em 2015 tinha uma ideia divertida: três Links podiam subir nos ombros uns dos outros para resolver quebra-cabeças. As roupas também davam habilidades diferentes aos heróis. Com um trio entrosado, havia espaço para uma boa aventura cooperativa.
A campanha em grupo, porém, exigia três pessoas. Não havia uma opção para atravessá-la em dupla. Sozinho, o jogador alternava entre Link e dois Doppels, companheiros que ficavam parados quando não estavam sob seu controle. Resolver uma sala podia exigir uma sequência cansativa de trocas entre personagens.
A Nintendo Life deu 6/10, criticando a adaptação do modo solo e as limitações de comunicação no multiplayer, embora elogiasse as roupas, a música e os momentos em que a cooperação funcionava. Os 73/100 no Metacritic mostram que sua recepção foi melhor que a de outros nomes desta lista. Nossa escolha pesa a dependência de uma formação muito específica para aproveitar a campanha e o tratamento dado a quem queria jogar sozinho.
3. Metroid Prime: Federation Force

Em 2016, o 3DS recebeu um Metroid focado em soldados da Federação Galáctica pilotando armaduras mecânicas. O jogo da Next Level Games trocava o protagonismo de Samus por missões de tiro em primeira pessoa, feitas para um esquadrão de até quatro jogadores.
O problema mais concreto estava no equilíbrio dessas missões. Na análise do GameSpot, Peter Brown relatou dificuldades excessivas jogando sozinho e combates que ficavam fáceis demais com o grupo completo. Ele também criticou a exploração limitada e os quebra-cabeças, apesar de aprovar os controles. A nota foi 5/10.
Houve quem enxergasse um bom jogo por trás da mudança de proposta. A Nintendo Life deu 8/10 e elogiou o trabalho da Next Level Games. A média de 64/100 no Metacritic ajuda a situar essa divisão. Federation Force entra pela irregularidade do desafio e por uma exploração que ficou aquém do que o nome Metroid sugeria. A ausência de Samus como personagem principal, sozinha, seria uma justificativa fraca.
4. Pokémon Dash

A estreia de Pokémon no Nintendo DS foi uma corrida. Em Pokémon Dash, o jogador fazia Pikachu avançar esfregando a caneta na tela tátil, buscando pontos de passagem e atravessando terrenos diferentes. O aparelho novo tinha um recurso para explorar; o jogo colocou quase toda a aposta nele.
Alex Navarro, no GameSpot, criticou a repetição desse movimento, o radar pouco útil e a dificuldade irregular. A análise reconheceu os circuitos extras que podiam ser criados com cartuchos compatíveis de Pokémon para Game Boy Advance, mas terminou em 5,2/10. A média dos críticos no Metacritic é 46/100.
A página oficial destaca as corridas por terra, mar e ar, além das partidas locais para até seis pessoas. Havia recursos além de simplesmente correr em linha reta. Ainda assim, a mecânica que deveria vender a novidade virou o centro das reclamações. Dash é um exemplo de como usar a tela tátil por si só não bastava para fazer um bom jogo de DS.
5. Star Fox Zero

Star Fox Zero chegou ao Wii U em 2016 com uma releitura de Star Fox 64. O GamePad mostrava a visão da cabine, enquanto a TV apresentava outra perspectiva da ação. A mira por movimento permitia apontar as armas independentemente da direção da nave, cobrando do jogador uma adaptação pouco amigável.
Peter Brown descreveu essa dificuldade no GameSpot: dividir a atenção entre pilotagem e tiro atrapalhava a leitura dos combates. Mesmo depois de aprender a lidar com o sistema, ele continuou vendo os controles como uma fonte de frustração. Ainda assim, elogiou os voos com a Arwing, os caminhos alternativos e parte das novas situações, fechando a análise com 7/10.
Os 69/100 no Metacritic combinam com essa recepção dividida. Para esta lista, pesa uma escolha de interface que colocou uma barreira entre o jogador e a diversão mais imediata da série. Havia boas batalhas ali, mas a Nintendo exigiu paciência demais para chegar até elas.
Para quem pretende revisitar esses jogos, vale lembrar que a Nintendo encerrou o multiplayer online do 3DS e do Wii U em 8 de abril de 2024. Os modos offline e o multiplayer local não foram afetados, algo especialmente relevante para Tri Force Heroes e Federation Force.
Qual desses você ainda tem coragem de defender? E qual jogo merecia ter entrado no lugar?
Fonte: https://www.nintendolife.com/reviews/wiiu/mario_tennis_ultra_smash


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