Os melhores jogos da franquia GTA segundo o Metacritic
As vésperas de Grand Theft Auto VI, o Metacritic separou um ranking do pior ao melhor jogo da franquia de sandbox da Rockstar Games.

Estamos cada vez mais próximos de Grand Theft Auto VI (GTA 6), o próximo grande capítulo da longa franquia de mundo aberto da Rockstar Games, e em celebração a sua chegada, sempre nos lembramos de tantos capítulos da saga que possui notas na casa dos 90s, mas será que há uma disputa real de qual é o melhor e qual o pior? O Metacritic conta para nós.
Temos aqui uma lista concreta com os 10 melhores jogos da franquia GTA, se baseado na montagem direta que o Metacritic trouxe, usando as notas como a forma de mensurar a dimensão de qual o jogo da franquia é o mais refinado e inquestionavelmente superior aos outros.
Uma nota sobre a metodologia — estamos falando de jogos completos, e portanto, expansões como Grand Theft Auto IV: The Ballad of Gay Tony não estão inclusos na lista, bem como GTA Online, por ser um jogo em constante desenvolvimento live-service e por ter poucas notas agregadas. Também não foram inclusos os primeiros jogos da franquia — GTA, GTA London 1969 e GTA London 1961, pela mesma razão anterior de não possuir notas suficientes para ter um agregado totalmente embasado e com média ponderada crítica. E claro, portes para outras plataformas não foram levados em consideração, com o Metacritic estabelecendo o ranking apenas utilizando das plataformas originais de lançamento dos jogos.
10° Lugar – Grand Theft Auto Advance (2004)
Lançado para o Game Boy Advance e com nota 68/100, Grand Theft Auto Advance, também intitulado apenas como Grand Theft Auto em algumas regiões, é considerado o pior jogo de toda a franquia. O jogo é um dos únicos que não foi feito pela Rockstar, mas sim pela Digital Eclipse, e lançado em 2004 numa tentativa de popularizar a série nos consoles Nintendo e adentrar o mercado asiático.
O jogo herda o formato clássico da franquia, com visão top down, e apesar de muitos conhecerem o jogo apenas como GTA e isso soar como um remake ou remaater do primeiro título da série à primeira vista, Grand Theft Auto Advance na verdade é um jogo canônico no 'universo 3D' da franquia, e é um prequel de Grand Theft Auto 3, ambientado em Liberty City e se focando bem mais em diálogos por caixa de texto e numa narrativa mais centralizada em dois personagens masculinos.
Apesar da baixa qualidade, o título foi marcou uma situação engraçada, ao introduzir muitas mecânicas que futuramente se tornariam parte essencial dos GTAs modernos, como corridas de rua, missões de bombeiro, assaltos em estilo vigilante, só que num pacote muito menor, mais instável, e com uma trilha sonora e estações de rádio piores que nos jogos atuais.
9° Lugar – Grand Theft Auto 2 (1999)
O segundo jogo da série foi lançado para o PC e PlayStation 2 e ganhou uma nota de 70/100 e sendo considerado uma experiência, em geral, medíocre. Para muitos, GTA 2 era o mais do mesmo que deu tão certo no primeiro jogo da série, mas trazendo algumas coisas que o tornaram mais atraente que o jogo primogênito, como uma trilha sonora maior, mais diversa e muito bem utilizada, o sistema de fidelidade, além de controles e uma jogabilidade mais apurada frente ao estilo top down que a série adotava.
As críticas no entanto, não perdoaram os diálogos mornos e a história fraca em geral, bem como as missões repetitivas e ritmo bastante inconstante, onde por vezes torna o jogador um mero espectador de uma jogatina cansativa e genérica. O mundo é mais vivo, os gráficos são mais refinados e a complexidade de mecânicas ganhou um novo aprofundamento, mas no geral, GTA 2 é uma joia mal lapidada, e que até hoje é visto como um grande "e se?" caso ele tivesse levado um pouco mais de tempo de desenvolvimento e um tratamanto 3D.
8° Lugar – Grand Theft Auto: Vice City Stories (2006)
O segundo GTA feito pela Rockstar Leeds ganhou uma nota 86/100 na época do seu lançamento original para PlayStation Portable (PSP) e foi uma referência do que é possível se criar em um mundo-aberto para jogos portáteis, mantendo o nível de qualidade dos jogos principais e chegando ao limite do que era capaz de se criar no hardware da época.
Vice City Stories se passa antes dos acontecimentos do jogo original, e toma as rédeas para contar a história do ex-soldado Vic Vance em suas tentativas de construir um império criminoso com seu amado irmão Lance no início dos anos 80 daquela Miami fictícia. As mecânicas de construção de império foi algo original e único, e atribuído como uma adição bastante sólida para o estilo de GTA, e seu enredo para muitos críticos é considerado quase superior ao do GTA: Vice City originam, especialmente pela dualidade de emoções e conflitos internos que Vic passa não só com Lance, mas seu irmão doente Pete, bem como seu aprofundamento com as gangues e lordes das drogas que abrigam à cidade. Um brilhante e respeitoso final para a franquia nos portáteis.
7° Lugar – Grand Theft Auto: Liberty City Stories (2005)
O primeiro GTA de PSP feito pela Rockstar Leeds é considerado um clássico até os dias de hoje, e sua nota 88/100 comprova isso. Liberty City Stories acompanha os esforços de Toni Cipriani, um personagem secundário de GTA III, para dar início a ascenção na hierarquia da família criminosa Leone, envolvendo-se uma luta pelo poder entre as organizações mafiosas daquela Nova Iorque fictícia.
O jogo foi uma vitrine técnica e criativa para o console portátil da Sony, e apesar de seu enredo ser levemente inferior ao que veríamos futuramente em Vice City Stories, todo aspecto técnico do jogo foi extremamente aclamado, principalmente por parecer quase em uma escala de um para um, uma recriação perfeita de GTA III para um hardware tão inferior ao PlayStation 2.
Liberty City Stories é tão rico quanto um jogo principal da franquia, com diferentes e inusitadas atividades opcionais secundárias que podem ser feitas ao longo da jogatina, tornando a experiência muito descontraída, divertida e perfeita para um console de bolso. A cidade é extremamente viva e detalhada com muitos personagens secundários, missões paralelas e rádios de grande qualidade, se tornando uma experiência apelativa mesmo que seja só para admirar a paisagem e se divertir com as mecânicas. Completar a história de Liberty City Stories conclui apenas 60% do jogo completo, mostrando o quanto a exploração e sandbox foram levados a sério aqui, e com certeza não deve nada aos títulos principais da série.
6° Lugar – Grand Theft Auto: Chinatown Wars (2009)
Um atestado de subestimado, o último jogo de GTA feito pela Rockstar Leeds chegou ao Nintendo DS com a difícil tarefa de recriar o estilo clássico de top down, mas refinando com toda a beleza e charme 3D dos jogos modernos — e fez isso com muito esmero. Com a nota 93/100 e um presságio do que poderia ter sido GTA 2 se tivesse sido dado o tempo necessário para refinar suas mecânicas, Chinatown Wars se desprende de caprichos e invade a cultura asiática sem poupar dose de muita autenticidade e carisma. No jogo, a história acompanha a jornada de Huang Lee para recuperar uma espada roubada que lhe foi dado por seu falecido pai, o que o leva a se envolver em um conflito entre as Tríades de Liberty City.
Há muito humor, perseguições policiais e carnificinas desenfreadas aliadas de uma das melhores rádios e programação na trilha do jogo, e seu espetáculo mostrou que mesmo em um console como DS, era possível sim criar um título fiel da série Grand Theft Auto, e sem soar datado. O jogo foi uma carta de amor aos primeiros jogos da série, e sua aclamação crítica não poderia ter sido diferente, especialmente por mostrar que a série ainda brilha sim em diferentes formas de jogabilidade.
5° Lugar – Grand Theft Auto: Vice City (2002)
Vindo somente um ano após o alvoroço global por Grand Theft Auto III, o jogo que trouxe Miami a vida como a cidade de Vice City ocupou um espaço grande no coração de muitos jogadores, e sua nota 95/100 é prova disso. A história ambientada nos anos 80 marcou o início de muitas pessoas na franquia, e narra como Tommy Vercetti chegou tomou o poder no submundo após ser libertado da prisão. A abordagem de liberdade total, o famoso free roam, foi um destaque para GTA: Vice City, bem como sua cidade praiana e profundidade em mecânicas.
Os controles são um pouco menos refinados que GTA III e o trecho final onde a coisa começa a acelerar e a forma que as missões são liberadas e distribuídas através de uma nova mecânica foram pontos que poderiam ter sido aprimorados, mas isso se deveu muito à como a Rockstar North estava apressada para conseguir lançar o jogo dentro do prazo estipulado, e mesmo esses fatores não mudam a apaixonante trama e aventura que o jogo possui, sendo um dos favoritos de muitas pessoas.
4° Lugar – Grand Theft Auto: San Andreas (2004)
Responsável por moldar a infância de muitas pessoas, Grand Theft Auto: San Andreas até hoje é um deleite em todos os âmbitos em que se propõe, especialmente no Brasil, e sua nota 95/100 fala por si só.
O jogo difundiu comunidades e criou quase um fenômeno inteiro em volta de si mesmo, quase se separando da própria franquia GTA como um todo. Quantas vezes você já se pegou repetindo a famosa frase "Ah shit, here we go again" de CJ ou apenas parando para abrir o menu e se arrepiar ouvindo aquela trilha sonora tão nostálgica? A Rockstar atingiu um patamar inigualável com o que para muitos, é um dos melhores jogos de todos os tempos, rivalizando até mesmo com The Legend of Zelda: Ocarina of Time.
A aventura moderna mostra como CJ lkda após sair da vida de gângster, retornando para casa o assassinato da sua mãe, trabalhando para trazer sua gangue de volta a sua glória. San Andreas é chamado por muitos críticos como "o universo solitário, mais completo e único na história dos consoles", e foi o primeiro GTA a conseguir atrair não só a bolha de jogadores, mas do entretenimento global, sendo referenciado e adorado por praticamente todos que põe a mão no título.
3° Lugar – Grand Theft Auto III (2001)
O divisor de águas, responsável por mudar tudo e acabar com qualquer discussão sobre jogos modernos em mundo-aberto em 3D sobre bandidos e chefes de crime. Grand Theft Auto III revolucionou a indústria e chegou chutando a porta e colocando o nome Rockstar North entre os grandes galões. O jogo foi o primeiro 97/100 da franquia e o mais aclamado daquele ano junto de Halo: Combat Evolved (que também tem a mesma nota de GTA III), e mesmo 25 anos depois, é para muitos o melhor GTA já feito.
Ele estabeleceu as bases do que é o gênero sandbox em mundo-aberto, transitando entre a ação-aventura tradicional e apresentando argumentos sólidos do que os videogames podem ser como forma de arte madura para os adultos. A história segue o silencioso Claude, que lentamente se envolve nos piores e mais temidos e obscuros lances criminosos de Liberty City, numa busca por vingança contra sua ex-namorada. O jogo é épico, exuberante e abrangente, e talvez a experiência mais completa que está disponível no PlayStation 2. Uma prova que jogos podem ser formas de arte clássica instantânea, um ápice insuperável.
2° Lugar – Grand Theft Auto V (2013)
O segundo jogo mais vendido de todos os tempos e que difundiu toda a indústria para sempre. Grand Theft Auto V fechou a geração Xbox 360 e PlayStation 3 com chave de ouro e seu 97/100 foi só um mero número simbólico comparado a tudo que ele causou fora e dentro dos videogames.
Diferente de outros jogos, o quinto jogo da série trouxe três protagonistas controláveis e que trazem diferentes camadas cada um — Michael, Franklin e Trevor. O jogo evoluiu a liberdade do que é possível destruir, roubar, possuir e monitorar dentro do mundo aberto, e as diferentes perspectivas na narrativa e como é combinado a "irmandade" entre os protagonistas foi tratado como uma ótima e simples execução, com destaque indo muito mais para o level design e seu sucesso crítico foi tão amplo que GTA V foi o segundo ocidental a receber nota máxima da prestigiada Famitsu (o primeiro foi The Elder Scrolls V: Skyrim).
Cheio de segredos para explorar, GTA V iniciou uma caça aos easter-eggs por volta de seu mundo aberto, além de sua sátira e humor ácido ter sido levado a um nível ainda além do normal, onde muitos afirmam que foi o ponto onde mais GTA se pareceu com Saints Row no quesito comédia e acidez. Seu componente online se tornou tão grande quanto o jogo principal, e foi responsável por mudar o significado de jogos multiplayer ao introduzir ao mercado o modelo Games as a Service (ou Live-Service), onde a estrutura idealizada pela Rockstar e o fator de mundos enormes e cheios de tarefas para fazer criou uma corrida para as empresas tentarem copiar sua fórmula.
1° Lugar – Grand Theft Auto IV (2008)
Intimista, sombrio, profundo e grotesco, Grand Theft Auto IV foi o primeiro jogo da franquia a colocar maior seriedade, realismo e peso narrativo combinados a fórmula mais explorativa e ambientalista com uma arquitetura brutal e sombria de Liberty City como nunca antes. O jogo até hoje é o mais aclamado GTA, com 98/100.
A história de um imigrante como a de Niko Bellic foi muito fácil de ser identificar com muitas pessoas, especialmente considerando a situações políticas e socioeconômicas da época em que o jogo foi lançado, e mostrou um novo lado menos alegre e cômico, para dar lugar ao silêncio e raiva, mantendo a acidez, piadas politicamente incorretas e o mesmo carisma que a franquia sempre teve.
Ele chegou num momento onde tudo que se pedia era um conto sobre o famoso "sonho americano", e como prova, a Rockstar North quis mostrar ao mundo as sujeiras e o quão desprezível os Estados Unidos foi e ainda é como um país. Niko pode ser furioso, silencioso, mas também ingênuo, sentimental e frágil em diferentes situações, e foi ao ver o estilo de vida luxuoso do seu primo Roman, que vivia se gabando, que ele tomou a decisão que mudaria sua vida, ao atravessar o mundo para chegar em Liberty City. Ele se atola em dívidas, tem que conviver em um apertamento miserável e com pessoas desprezíveis que sequer se importam com seu bem-estar, e não demora muito para que então, a mafia russa entre em cena.
O jogo tem uma física diferente de qualquer jogo de GTA, onde a Rockstar preferiu o realismo do que a diversão pura de sandbox, e para muitos, a cidade é a verdadeira estrela de Grand Theft Auto IV. O escopo, escala e engenharia trabalhados minuciosamente no jogo são até hoje palco de discussão sobre a tecnologia moderna, e mesmo nos ambientes internos o jogo é prestigiado com grandes detalhes e realismo autêntico. Menos satura, mais auto depreciação e momentos íntimos e de crítica à vida e a como o modelo de sociedade funciona, o resultado final é uma obra magistral, e vale cada centavo que é cobrado.


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