Fãs criam 'Project Azoth' para reviver New World
Diante do encerramento dos servidores oficiais, a comunidade se mobilizou no desenvolvimento de um servidor independente para preservar o título e manter a ilha de Aeternum viva.

O anúncio sobre o encerramento do suporte oficial de New World pela Amazon Games deixou órfã uma comunidade apaixonada e reacendeu o debate sobre a preservação de jogos exclusivamente online. Inconformados em ver o universo do título se perder no esquecimento, um grupo de desenvolvedores e jogadores voluntários decidiu agir por conta própria e deu início ao Project Azoth, um servidor privado (rogue server) voltado a resgatar e manter o MMORPG jogável.
Confira os principais detalhes sobre a iniciativa, o estágio de desenvolvimento e os desafios do projeto:

A corrida contra o tempo para preservar Aeternum
Projetos de emulação de servidores costumam levar anos para serem estruturados, mas a equipe do Project Azoth começou os trabalhos o quanto antes. O objetivo central no momento é capturar e decodificar os pacotes de dados trocados entre o cliente do jogo e os servidores oficiais da Amazon enquanto eles ainda estão operacionais, permitindo recriar a arquitetura lógica do mundo persistente.
Para acelerar o processo, os responsáveis têm convocado a própria comunidade para registrar logs de rede durante suas sessões de jogo, reunindo as informações necessárias para preencher as lacunas técnicas do código.
O que já está funcionando no emulador?
Apesar da complexidade de recriar a espinha dorsal de um MMORPG moderno, o projeto já alcançou marcos impressionantes em seus primeiros testes:
Mecânicas básicas de sobrevivência: Sistemas de alimentação, culinária e aplicação de buffs de comida já foram replicados.
Coleta e progressão: A extração de recursos (gathering) e os sistemas de evolução do personagem já contam com rotinas funcionais.
Combate e movimentação síncrona: A equipe conseguiu implementar os primeiros testes com criaturas e integrar a lógica do Slayerscript, permitindo que múltiplos jogadores conectados vejam as ações e animações uns dos outros em tempo real.

Como vai funcionar o acesso e a questão da gratuidade?
Como se trata de um servidor não oficial voltado à preservação, os desenvolvedores deixaram claro que o projeto necessitará que o usuário possua os arquivos do cliente oficial de New World previamente instalados no computador para estabelecer a conexão.
Além disso, enquanto o produto comercial da Amazon era vendido sob o modelo tradicional de compra única (buy-to-play), a expectativa é que o Project Azoth funcione de forma 100% gratuita. Essa abordagem é padrão na cena de servidores comunitários para evitar fins lucrativos e minimizar o risco de notificações jurídicas por parte da detentora dos direitos autorais.
E você, jogou New World na época do lançamento estrondoso ou ao longo das suas atualizações? Pretende acompanhar o Project Azoth para matar a saudade ou para finalmente conhecer o jogo? Conta pra gente nos comentários!


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