Ex-Presidente do PlayStation diz que Xbox hoje vive seu "momento Dreamcast"
E agora eles precisam decidir qual caminho escolher: ter exclusivos, ou virar uma editora multiplataforma.

Desde a saída de Phil Spencer e Sarah Bond no começo do ano e a consequente nomeação de Asha Sharma como CEO de Xbox, a empresa americana veio passando por diversas reformulações e ainda há muitas pela frente durante o ano de 2027 — quando o console de 10° geração da empresa, Project Helix, for lançado.
Entre demissões, fechamento de estúdios (The Initiative, Arkane Austin) e a venda ou independência de outros (Compulsion, Undead Labs, Double Fine), bem como estúdios ainda sob a mira do que deve ser feito para o futuro (Ninja Theory, Arkane Lyon), Asha Sharma tem uma tarefa árdua nas mãos, e sob o mantra de "Retorno do Xbox", a CEO vem tentando ser clara para com a comunidade, e veio divulgando abertamente informações confidenciais sobre o modelo de negócios, sustentabilidade e renda do negócio de jogos do Xbox.
Para Shawn Layden, ex-chefe do PlayStation, essas mudanças são de aplaudir — mas ainda há uma pulga com relação a um assunto deixado em aberto: ser ou não ser uma empresa de jogos exclusivos. Para Layden, apesar da Microsoft já ter realizado o compromisso de não desistir da exclusividade de alguns de seus títulos, como Gears of War: E-Day e Clockwork Revolution, ainda falta clareza quanto ao futuro.
Em uma conversa com o podcast The Expansion Pass, Layden disse que a maioria dos problemas atuais do Xbox vem da incapacidade da empresa de se comprometer com jogos exclusivos.
"Ou, quando eles escolhem um caminho, não permanecem nele por muito tempo", disse ele. "Você vai ser uma plataforma? Uma plataforma precisa de exclusivos, senão não tem sentido. Ou você vai ser a maior editora do mundo agora que tem a Activision e a Blizzard? E se você é a maior editora do mundo, precisa estar em praticamente todas as plataformas, porque é assim que o modelo de negócios funciona. Não dá para ter sucesso em ambas."
Vale ressaltar que Sharma, logo ao assumir o cargo de CEO do Xbox, apontou que os últimos 2 anos nebulosos da marca, que transitou ao mumtiplataforma constantemente, com lançamentos diretos para o PlayStation 5, Switch e Switch 2, não deram certo, e o último ano fiscal do negócio de jogos da Microsoft acabou gerando menor receita e lucro do que em alguns anos anteriores, quando ainda faziam exclusivos. Layden reconheceu que Sharma parece estar tentando "colocar a casa nos trilhos" nos últimos meses. "Espero que ela consiga, embora eu não saiba exatamente como isso se concretizará." Desde sua nomeação no início do ano, Sharma iniciou uma reestruturação corporativa que acarretou em 3.200 demissõesor todo o Xbox quando tudo estiver concluído. Ela também assinou contrato por Physint da Kojima Productions, e recomprou alguns jogos exclusivos para consoles, prometendo ter todos os anos de agora em diante, pelo menos um ou dois grandes jogos exclusivos.
"Este é o seu momento Dreamcast", continuou Layden, referindo-se a quando a Sega abandonou seu último console e decidiu se tornar uma editora de destaque nos sistemas de suas concorrentes. "É possível. Já foi feito antes. Então, esse é o meu conselho. Escolha um caminho."
Vale lembrar que ainda recentemente, Sharma descartou qualquer interesse que a Microsoft tenha de se desvincular da indústria de jogos, negando as chances de que o Xbox seria vendido ou retirado da mesa pela empresa americana. Ela prometeu corrigir os problemas "custe o que custar", e até o momento, já traçou fututos planos para as principais franquias do Xbox — The Elder Scrolls, Halo, Fallout, Call of Duty e Minecraft.
Fonte: https://www.eurogamer.net/dreamcast-moment-former-playstation-boss-xbox-exclusive-games

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